"É quase impossível acreditar que pessoas que passam maior parte do seu tempo no trabalho dividindo ansiedades e projetos profissionais, não estejam sujeitas ao afeto"
Falar de sexualidade e afeto no ambiente de trabalho requer cuidado. Isso por muitos motivos: para quem já mantém outro relacionamento, pode gerar insegurança e ciúme no parceiro, pode gerar receio de comprometer a carreira.
Isso acontece porque poucas empresas têm uma política clara em relação ao envolvimento afetivo-sexual entre seus funcionários. Muitas receiam que 'liberar' essa possibilidade possa comprometer a produtividade. Outras deixam o medo da punição rondando no ar como um fantasma. Quem não conhece o ditado: "Onde se ganha o pão não se come a carne".
O resultado disso tudo é a política do: "Finjmos não saber que acontece tesão e afeto". No máximo ministram palestras de prevenção de doenças sexuais e gravidez, quase numa forma de dizer..."evitem problemas".
Essa postura necessita ser repensada pelas instituições, pois os lugares mais prováveis das pessoas paquerarem e namorarem são nos ambientes de trabalho ou de estudo.
É quase impossível acreditar que pessoas que passam maior parte do seu tempo no trabalho dividindo ansiedades e projetos profissionais, não estejam sujeitas ao afeto.
Essas situações aproximam as pessoas por identificação e elas passam a se sentir cúmplices e começam a partilhar assuntos que sobrepõe o profissional. Nesse momento, possivelmente se abre caminho para o afeto. Portanto, um sinal de alerta para quem tem uma relação estável.
Repense a qualidade de sua relação estável, se vocês se escutam, dividem, torcem um pelo outro. É muito bom ser admirado pelo seu parceiro também em relação à vida profissional. Esse apoio afetivo pode minimizar outras buscas de afeto.
Desgaste na vida a dois e mesmo o assédio sexual, que é crime, podem fomentar também a relação afetiva e sexual no trabalho.
É importante ressaltar que essa realidade muda um pouco quando se fala de afetos e namoros homossexuais, esses são menos assumidos. Mas discriminação e preconceitos acontecem quando esses relacionamentos vêm à tona.
Gostar de alguém é uma delícia, ser gostado também, mas aprender a administrar um relacionamento em ambiente profissional exige amadurecimento e ética.
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