
A "memória de curta duração dos bebês" funciona de forma similar à dos adultos. É o que mostra um estudo publicado recentemente pela Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. A pesquisa, liderada pelos psicólogos norte-americanos Lisa Feigenson e Justin Halberda, reforça a idéia de que os bebês podem lembrar de mais coisas quando agrupam os objetos em conjunto. São os mesmos mecanismos que os adultos utilizam quando quebram informações em partes para, depois, lembrar mais naturalmente delas. Um exemplo? Quando dividimos números de telefone, de documentos de identidade ou, até mesmo, listas de supermercado.
Durante os testes, a dupla observou que crianças de 14 meses de idade poderiam sentir mais facilmente a falta de brinquedos escondidos, e lembrar de um maior número deles, se os tais objetos fossem divididos em grupos. De acordo com Lisa Feigenson, essa capacidade dos bebês mostra um desenvolvimento muito precoce da memória.
Para Lucilia Santana Faria, pediatra e coordenadora da UTI Pediátrica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a pesquisa acerta ao sugerir que a memória e o conhecimento estão presentes nos seres humanos desde que nascem. Portanto, algo inerente ao homem. “Já sabemos que algumas características presentes nos bebês são geneticamente adquiridas, e não dependem somente de um aprendizado relacionado às questões sociais e comportamentais. Portanto, isso se deve também à rapidez com que o cérebro do bebê se desenvolve durante o período pós-natal mostrado no estudo.”
Experiência: os cientistas mostraram aos bebês seis bolas cor de laranja idênticas e, em seguida, as colocaram em uma caixa, escondendo secretamente alguma delas. Quando os cientistas separavam as bolas em três grupos de duas antes de escondê-las, os bebês foram capazes de lembrar dos seis ítens.
Fonte: Crecer - Noticias
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